TIREOIDITE DE HASHIMOTO

TIREOIDITE DE HASHIMOTO

A tireoidite de Hashimoto, também conhecida como tireoidite linfocítica crônica é uma doença auto-imune, caracterizada por infiltrado linfo-plasmocitário e de macrófagos no parênquima tireoidiano, com graus variáveis de atrofia e fibrose.
É a causa mais comum de hipotireoidismo permanente em regiões sem deficiência na ingestão de iodo, correspondendo a mais de 90% dos casos. É característica de mulheres mais velhas, incidindo cinco a oito vezes mais do que nos homens.
Foi descrita em 1912 por Hashimoto e em 1938 foi descrita pela primeira vez em criança.
Com o desenvolvimento do hipotireoidismo desenvolve-se sintomas como sonolência, ganho de peso, constipação intestinal, bradicardia, pele seca e/ou fria, cansaço/fadiga, queda de cabelo, inchaço, etc.
À ultrassonografia, apresenta-se como bócio heterogêneo com formações microdulares distribuídas pelo parênquima. Progressivamente, a glândula hipertrofia, formando áreas hipoecóicas (escurecidas) mal definidas separadas por septos ecogênicos de fibrose de permeio, conferindo à glândula um aspecto pseudolobulado. Ao estudo Doppler visualiza-se hipervascularização difusa. Nos estágios finais da doença a glândula atrofia com textura difusamente heterogênea, devido à intensa fibrose, tornando-se avascularizada ao mapeamento com Doppler colorido.

Referências
– Szeliga, DVM; Setian N; Passos L, ET al. Tireoidite de Hashimoto na Infância e na Adolescência: Estudo Retrospectivo de 43 Casos. Arq Bras Endocrinol Metab vol.46 nº 2 São Paulo Apr. 2002
– Yamashiro, I; Saito, OC; Chammas, MC; Cerri, GG. Achados ultra-sonográficos na tireoidite. Radiol Bras v.40 n.2 São Paulo mar./abr. 2007

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